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sábado, 18 de agosto de 2012

Foi há 50 anos!


18 de Agosto de 1962 é das datas mais importantes da história da música: pela primeira vez Ringo Starr tocou com os Beatles, após entrar na banda!

Santo dia! Os Beatles nunca seriam os Beatles sem este senhor.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

The Beatles LOVE by Cirque du Soleil - 5th Anniversary

Backstage at The Beatles LOVE 5th anniversary, after the performance.

Sir Paul McCartney, Yoko Ono & Sean Lennon, Olivia & Dhani Harrison, Sir George & Giles Martin, along with Cirque du Soleil President & CEO Daniel Lamarre, LOVE Director Dominic Champagne and Artistic Guide Gilles St-Croix, joined celebrity friends and family at The Mirage Hotel & Casino in Las Vegas for the 5th Anniversary celebration of The Beatles LOVE by Cirque du Soleil. Ringo is currently on tour in Europe and sent a video message that was played at the top of the show for more than 2,000 attendees.



Ringo 's presentation to the audience at The Beatles LOVE 5th anniversary© Rob Shanahan - 2011

Ringo Starr said, "George Harrison and Guy Laliberte had a chat at a party and it’s still rolling on. I feel like it’s one of those magic moments. George, who brought the idea to Apple, would have been pleased with the results and I truly think John would have, too. I mean, what’s not to like, it’s a really cool show."



 Sir Paul McCartney and Nancy Shevell

Sir Paul McCartney said, “As I said to George Martin at a rehearsal of the show in 2006, for me what is really strange about this is remembering writing these things, which is so little, little guitar, little piano, a little bit of paper and pencil on the back of an envelope, Sgt. Pepper or something. It is such a little process and now look what happened to it. It’s incredible.”



Yoko Ono and Sean Lennon, Dhani and Olivia Harrison at the LOVE 5th anniversary © Rob Shanahan - 2011

Olivia said "It would have made George so proud and happy to be here on the 5th anniversary of our wonderful show in Las Vegas. Dhani & I, on George’s behalf, would like to congratulate Guy,all of the friends that we have made in the course of this journey & of course the extraordinarily talented cast & incredibly hard working crew that have made this show possible. We look forward to being back here in 5 more years"

Yoko Ono Lennon said, “John would have been thrilled to see the success of LOVE after 5 years. In fact, he would have been proud of how his music has been presented so beautifully and successfully by the partnership of The Beatles and Cirque du Soleil. The Beatles’ family members are getting together for this occasion in Las Vegas to celebrate this momentous occasion, and I am happy to be here."



Sir George and Giles Martin at the LOVE 5th anniversary© Rob Shanahan - 2011

Sir George Martin said, “The Beatles music is really some of the best music we’ve had in the last century. Children continue to rediscover the music, generation after generation. It’s like saying why is Gershwin timeless? Their music is part of history, it will last forever.”



domingo, 6 de março de 2011

Paul McCartney - "Up and Coming Tour" (São Paulo, Brasil)


      Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está a olhar para baixo, a observar algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino. O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:
      – Ele já entrou no palco?
      – Já. Está a tocar há alguns minutos – responde o amigo.
      – Onde é?
      – No Brasil. Em São Paulo, acho eu.
      – Está cheio?
      – Muito.
      O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, a tentar captar o som que vem de baixo, de longe.
      – O que é que ele está a tocar agora? Jet?
      – Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que sim.
      – Eu gosto desta música.
      – Ele está a falar com a plateia, mas não consigo entender nada.
      – Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
      – Connosco também era assim. Lembraste no Japão? Ninguém ouvia nada.
      – Olha! All My Loving!
      Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, a acompanhar o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
      – George! Ainda te lembras da letra!
      – Como é que me poderia esquecer? Aposto que também te lembras.
      – Eu lembro-me de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
      – Ele ainda está afinado, não está?
      – Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou bem.
      Ficam em silêncio mais um pouco, a olhar para baixo atentamente.
      – Qual é agora? Drive my Car
? A plateia está a fazer muito barulho.
      – Drive my Car.
Essa é quase toda dele, sabias? Eu apenas o ajudei em alguns trechos.
      – Está no Rubber Soul, não é?
      – Acho que sim. Sim.
      – A plateia está a cantar a música inteira.
      – Como eles sabem a letra? Eles ainda nem eram nascidos quando lançamos isso.
      – Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
      Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
      – Ele foi para o piano.
      – Eu nunca entendi como é que ele sabia tocar tantos instrumentos. Isto não é normal.


      – Qual é a que ele está a tocar agora? The Long and Winding Road?
      – Sim.
Olha! As pessoas estão a chorar!
      Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
      – Não gosto desta música – diz ele, mais para si mesmo do que para o amigo.
      – É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
      – Mas não gosto. Nós mal nos falávamos nessa época.
      – Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer connosco?
      – É verdade.
      – Ele está a tocar as nossas, olha. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
      – Eu não acredito que as pessoas ainda cantam com ele, depois de tantos anos… A letra não está a aparecer no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais para tentar ver o palco.
      – Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
      – Ele disse o meu nome?
      – Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.


      – Estás bem, John?
      – Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
      – Eu sei.
      – Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez nos tivéssemos comportado de outra maneira.
      – Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todos os concertos. E ele sabe que estás a vê-lo. Ele não canta para a plateia, ele canta para ti. É a forma que ele encontra de matar um pouco a saudade.
      – Será?
      – Sim. Eu senti muito a tua falta antes de nos reencontramos. Olha as pessoas lá em baixo, estão a soluçar. Todos sentem tua falta.
      – Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade dos Beatles. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
      – Nós ainda éramos uns meninos… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
      – Nós ainda somos novidade. Olha, esta é tua!


      – Eu lembro-me de quando a escrevi. Era difícil escrever algo com vocês lá.
      – Esta música é linda.
      – Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
      – Nós gostávamos muito de ti. Eras o mais novo, víamos-te como uma espécie de irmão mais novo.
      – Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
     Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
      – Eu gosto desta!
      – Esta é dele, não é nossa.
      – Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
      – Se dependesse de mim, seria.
      – Ah, sim. De todos nós, sempre foste o mais roqueiro, esta música é a tua cara.
      – Ele fez muita coisa boa, não é?
      – Sim.
      Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.


      Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, o seu amigo tira os óculos rapidamente. Está a chorar.
      – Choras sempre nesta música.
      – Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo a cantar a minha parte, e eu aqui.
      – Ele não está a cantar sozinho.
      – Como não?
      – Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
      – O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
      – Sim.
      – Como fica bonito, a ver daqui de cima.
      – Espera… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
      – Não.
      – Isso é teu!
      – Sim.
      – O estádio inteiro está a cantar! Olha os balões de gás! As pessoas estão a chorar, a abraçar-se.
      O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Os seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
      – Let it be. Esta não poderia faltar.
      – Eu não me conformo com isto, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.


      – Eu gosto desta também.
      – Uau! Viste aquilo, John? São fogos?
      – Ficou espectacular, não é?
      – Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
      – Nós não precisávamos.
      – Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
      – O que é que as pessoas estão a cantar agora?
Hey Jude?
      – Sim… Estão abraçadas, a cantar com ele.
      – É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos concertos dele, e vejo as pessoas a cantar com ele, chorando… Mexe muito comigo
      – Nós éramos bons, John. Tu sabes disso.
      – Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…
      – Ainda o quê?
      – Sabes, eu estava errado.
      – Ah?
      – Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
      – Nós três sempre soubemos disso, que estavas errado. Sempre falaste demais. Lembras-te aquela confusão de sermos maiores do que Jesus?
      – Sim… Mas o sonho… O sonho nunca acabou. Eu errei.
      – John?
      – Sim?
      – O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
      A sorrir, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.
      – Estás com a tua guitarra?
      – Eu estou sempre com minha guitarra, tu sabes.
      – Vamos tocar um bocado?
      – Qual?
      – Uma qualquer. Fiquei com saudades.
    
      Milhões de quilómetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à plateia.




George Harrison & John Lennon


 
Um Pequeno Aparte...
 
 
 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Parabéns Ringo!


Ringo Starr

     De acordo com a pesquisa entre os leitores da famosa revista Rolling Stone, Ringo Starr é o 5º maior baterista de todos os tempos entrando, assim, no Top 10.

     Aqui está a lista completa:
     1º John Bonham
     2º Keith Moon
     3º Neil Peart
     4º Dave Grohl
     5º Ringo Starr
     6º Buddy Rich
     7º Stewart Copeland
     8º Ahmir Thompson
     9º Ginger Baker
     10º Michael Shrieve




  
Paul McCartney
     É de salientar que, em 1968, nas gravações do Álbum Branco, Ringo Starr abandonou a banda temporariamente.  John Lennon, questionado sobre o facto de o seu companheiro de banda ser o melhor baterista do mundo, respondeu: "Ele nem é o melhor baterista dos Beatles", referindo-se, então, a Paul McCartney que foi quem substituiu Starr na bateria. 
    Agora eu pergunto: Mas onde raio está o McCartney? [pergunta retórica, para quem não percebeu!]



P.S. Limpem a baba, se faz favor!...