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sábado, 23 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Foi há 50 anos!
A 22 de Junho de 1961, os Beatles, ainda com Pete Best, fizeram as suas primeiras gravações.
Há meio século, a melhor banda de todos os tempos iniciou oficialmente a sua carreira.
50 anos depois continuam a ser reconhecidos como a melhor banda de todos os tempos.
Porreiro pá!
domingo, 1 de maio de 2011
Foi há 45 anos!
Domingo, 1 de Maio de 1966 às 21h e 00min, os Beatles deram o seu último concerto agendado ao vivo que teve lugar no Empire Pool, em Londres onde decorreu uma edição da New Musical Express Annual Poll-Winners' All Star Concert.
10 mil pessoas ouviram um set de 15 minutos com as músicas I feel Fine, Nowhere Man, Day Tripper, If I Needed Someone e I'm Down.
Esta apresentação contou com várias bandas, The Rolling Stones, The Who, Roy Orbison, The Overlanders, The Fortunes, The Small Faces, entre outras. Os apresentadores foram Peter Murray e Jimmy Savile.
terça-feira, 12 de abril de 2011
The Rolling Stones
domingo, 6 de março de 2011
Paul McCartney - "Up and Coming Tour" (São Paulo, Brasil)
Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está a olhar para baixo, a observar algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino. O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está a tocar há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho eu.
– Está cheio?
– Muito.
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está a tocar há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho eu.
– Está cheio?
– Muito.
O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, a tentar captar o som que vem de baixo, de longe.
– O que é que ele está a tocar agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está a falar com a plateia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Connosco também era assim. Lembraste no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olha! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, a acompanhar o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Ainda te lembras da letra!
– Como é que me poderia esquecer? Aposto que também te lembras.
– Eu lembro-me de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele ainda está afinado, não está?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou bem.
Ficam em silêncio mais um pouco, a olhar para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A plateia está a fazer muito barulho.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabias? Eu apenas o ajudei em alguns trechos.
– Está no Rubber Soul, não é?
– Acho que sim. Sim.
– A plateia está a cantar a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles ainda nem eram nascidos quando lançamos isso.
– Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como é que ele sabia tocar tantos instrumentos. Isto não é normal.
– O que é que ele está a tocar agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está a falar com a plateia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Connosco também era assim. Lembraste no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olha! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, a acompanhar o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Ainda te lembras da letra!
– Como é que me poderia esquecer? Aposto que também te lembras.
– Eu lembro-me de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele ainda está afinado, não está?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou bem.
Ficam em silêncio mais um pouco, a olhar para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A plateia está a fazer muito barulho.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabias? Eu apenas o ajudei em alguns trechos.
– Está no Rubber Soul, não é?
– Acho que sim. Sim.
– A plateia está a cantar a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles ainda nem eram nascidos quando lançamos isso.
– Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como é que ele sabia tocar tantos instrumentos. Isto não é normal.
– Qual é a que ele está a tocar agora? The Long and Winding Road?
– Sim. Olha! As pessoas estão a chorar!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto desta música – diz ele, mais para si mesmo do que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos nessa época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer connosco?
– É verdade.
– Ele está a tocar as nossas, olha. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam com ele, depois de tantos anos… A letra não está a aparecer no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais para tentar ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse o meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
– Sim. Olha! As pessoas estão a chorar!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto desta música – diz ele, mais para si mesmo do que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos nessa época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer connosco?
– É verdade.
– Ele está a tocar as nossas, olha. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam com ele, depois de tantos anos… A letra não está a aparecer no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais para tentar ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse o meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
– Estás bem, John?
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez nos tivéssemos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todos os concertos. E ele sabe que estás a vê-lo. Ele não canta para a plateia, ele canta para ti. É a forma que ele encontra de matar um pouco a saudade.
– Será?
– Sim. Eu senti muito a tua falta antes de nos reencontramos. Olha as pessoas lá em baixo, estão a soluçar. Todos sentem tua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade dos Beatles. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– Nós ainda éramos uns meninos… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olha, esta é tua!
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez nos tivéssemos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todos os concertos. E ele sabe que estás a vê-lo. Ele não canta para a plateia, ele canta para ti. É a forma que ele encontra de matar um pouco a saudade.
– Será?
– Sim. Eu senti muito a tua falta antes de nos reencontramos. Olha as pessoas lá em baixo, estão a soluçar. Todos sentem tua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade dos Beatles. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– Nós ainda éramos uns meninos… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olha, esta é tua!
– Eu lembro-me de quando a escrevi. Era difícil escrever algo com vocês lá.
– Esta música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– Nós gostávamos muito de ti. Eras o mais novo, víamos-te como uma espécie de irmão mais novo.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto desta!
– Esta é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, sempre foste o mais roqueiro, esta música é a tua cara.
– Ele fez muita coisa boa, não é?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
– Esta música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– Nós gostávamos muito de ti. Eras o mais novo, víamos-te como uma espécie de irmão mais novo.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto desta!
– Esta é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, sempre foste o mais roqueiro, esta música é a tua cara.
– Ele fez muita coisa boa, não é?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, o seu amigo tira os óculos rapidamente. Está a chorar.
– Choras sempre nesta música.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo a cantar a minha parte, e eu aqui.
– Ele não está a cantar sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como fica bonito, a ver daqui de cima.
– Espera… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é teu!
– Sim.
– O estádio inteiro está a cantar! Olha os balões de gás! As pessoas estão a chorar, a abraçar-se.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Os seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Esta não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isto, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
– Choras sempre nesta música.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo a cantar a minha parte, e eu aqui.
– Ele não está a cantar sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como fica bonito, a ver daqui de cima.
– Espera… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é teu!
– Sim.
– O estádio inteiro está a cantar! Olha os balões de gás! As pessoas estão a chorar, a abraçar-se.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Os seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Esta não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isto, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
– Eu gosto desta também.
– Uau! Viste aquilo, John? São fogos?
– Ficou espectacular, não é?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que é que as pessoas estão a cantar agora? Hey Jude?
– Sim… Estão abraçadas, a cantar com ele.
– É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos concertos dele, e vejo as pessoas a cantar com ele, chorando… Mexe muito comigo
– Nós éramos bons, John. Tu sabes disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…
– Ainda o quê?
– Sabes, eu estava errado.
– Ah?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que estavas errado. Sempre falaste demais. Lembras-te aquela confusão de sermos maiores do que Jesus?
– Sim… Mas o sonho… O sonho nunca acabou. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
– Uau! Viste aquilo, John? São fogos?
– Ficou espectacular, não é?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que é que as pessoas estão a cantar agora? Hey Jude?
– Sim… Estão abraçadas, a cantar com ele.
– É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos concertos dele, e vejo as pessoas a cantar com ele, chorando… Mexe muito comigo
– Nós éramos bons, John. Tu sabes disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…
– Ainda o quê?
– Sabes, eu estava errado.
– Ah?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que estavas errado. Sempre falaste demais. Lembras-te aquela confusão de sermos maiores do que Jesus?
– Sim… Mas o sonho… O sonho nunca acabou. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
A sorrir, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.
– Estás com a tua guitarra?
– Eu estou sempre com minha guitarra, tu sabes.
– Vamos tocar um bocado?
– Qual?
– Uma qualquer. Fiquei com saudades.
– Estás com a tua guitarra?
– Eu estou sempre com minha guitarra, tu sabes.
– Vamos tocar um bocado?
– Qual?
– Uma qualquer. Fiquei com saudades.
Milhões de quilómetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à plateia.
![]() |
| George Harrison & John Lennon |
Um Pequeno Aparte...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Foi há 45 anos!
Faz hoje, dia 4 de Março de 2011, 45 anos que Jonh Lennon disse a célebre frase: Agora, nós [Beatles] somos mais populares que Jesus Cristo!
Estavam no ano de 1966 e John encontrava-se numa entrevista com a jornalista Maureen Cleave. Foi então que Lennon disse: "O Cristianismo vai encolher e desaparecer. Eu não preciso de discutir isso, eu estou certo e vou prová-lo. Agora, nós somos mais populares que Jesus Cristo. Eu não sei qual será o primeiro a desaparecer - o Rock'n'Roll ou o Cristianismo. Jesus estava certo mas os seus discípulos eram grossos e ordinários!"
Em algumas partes dos Estados Unidos, esta ideia não foi muito bem entendida e apenas em 2008, a Igreja Católica perdoo John Lennon pelos seus comentários.
John Lennon… The world is at your command!
quinta-feira, 3 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Vídeo da Semana!
Let It Be
Peço desculpa por esta semana não ter feito publicações. Lamento o sucedido mas a vossa blogger favorita está cheia de testes.
Aqui fica o Vídeo da Semana!...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
E... Vídeo da Semana!
Help!
Este foi o primeiro vídeo que vi dos Beatles. Como não poderia deixar de ser, é também o primeiro vídeo do meu blogue. "Please, please, help me!"
Bom Fim-de-semana!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
60's
2010. Uma onda de novos artistas estava prestes a explodir. No inicio fiquei animada e até comecei a ouvir e a seguir algumas dessas bandas, mas nenhuma delas me satisfazia por completo. Até podia gostar de uma música ou de outra mas nenhuma era "A Música". Aquela que tanto te faz sorrir como te pode deixar a chora de emoção, que te desperta todo o tipo de sentimentos.
Eu sempre ouvi falar Neles como sendo os melhores dos melhores, inacreditavelmente bons músicos e criadores das mais famosas músicas de todos os tempos. Inacreditavelmente eu não conhecia nenhuma música deles [pensava eu!]. Por coincidência foi nesta altura que o meu interesse por bandas na segunda metade do século XX se manifestou. Comecei por explorar bandas e artistas como os Queen, ABBA, Elvis Presley, Heróis do Mar, Pet Shop Boys, Michael Jackson, (que passei a admirar após a morte, infelizmente), Sitiados, etc. E enquanto fazia estas pesquisas, pensava sempre em partir à descoberta desta grandiosa banda, mas sabia que não ia ser uma viagem como as outras. Havia muitas coisas a estudar, a apreciar e sobretudo muita Net para gastar (este é o principal motivo!).
Sábado, 9 Out. 2010 - 70º Aniversário de John Lennon. Revistas, sites, televisões, mensagens corrente, tudo a noticiar a data. Eu, naturalmente, não podia ficar indiferente ao que se estava a passar à minha volta. Comprei uma revista onde tinha um artigo sobre o assunto. Foi então que li: "Fundador da maior banda de todos os tempos faria 70 anos dia 9". Continuei a ler. Normalmente costumo passar a página à frente e não me incomodar com algo que para mim não significa nada. Mas sentia que precisava de dar cor à minha vida, de encontrar algo ou alguém que eu gostasse verdadeiramente. Passada a parte da infância difícil, da perda da mãe e de tudo mais, cheguei finalmente ao epicentro de toda a história.
Os Grandiosos, os Magníficos, os Esplêndidos, os Esplendorosos, os Resplandecentes, os Extraordinários, os Brilhantes, os Refulgentes, os Cintilantes, os Fascinantes, os Relampejantes, os Encantadores, os Cativantes, os Sedutores, os “Sexy”, os Atraentes, os Deliciosos, os Apetitosos, os Fulgurantes, os Adoráveis, os Excepcionais, os Estimáveis, os Amáveis, os Excelentes, os Notáveis, os Eloquentes, os “Fora de Série”, os Majestosos, os Originais, os Magnificentes, os Belos, os Sublimes, os Soberbos, os Inacreditáveis, os Luminosos, os Fabulosos, Os Lendários...
The Beatles!...
Foi então que pensei, 'olha nem é tarde nem é cedo'. Fui para o computador, liguei a Net, vi as notificações do facebook, dei os últimos retoques no trabalho de Física e Química e nunca mais me lembrei do que queria fazer realmente [parvo, eu sei]. E qual foi a minha salvação: O Google, que na pagina inicial fez um tributo ao John Lennon (por ventura muito bem elaborado) e então fui pesquisar sobre os Beatles [Finalmente!].
"Help!". Foi o primeiro resultado que apareceu no YouTube. Vi, revi, e voltei ver o vídeo e não conseguia reconhecer o Lennon, quer dizer, não consegui distingui-los uns dos outros. Eram todos iguais! O famosíssimo penteado e o sotaque [que eu adoro mas que ainda não consigo decifrar] eram características comuns a todos os Beatles.
‘Tenho uma pequena ideia [não tão pequena quanto isso] que havia mais pelo à mistura!’ No inicio fiquei um pouco baralhada, mas o assunto ficou resolvido nessa mesma noite, quando fiquei a par de todas as suas mudanças de visual. Por muito estranho que possa parecer, eu nunca tinha ouvido aquela música na minha vida. Continuei. “Twist and Shout” e “All My Loving” foram as seguintes. De repente tudo mudou: Tive uma sensação de ‘Déjà Vu’. Aconteceu o mesmo quando ouvi as músicas “Can’t Buy Me Love”, “Something”, “Yellow Submarine” [que não fazia a mínima ideia que era da sua autoria] e “Hello Goodbye” [foi neste que passei a adorar o Paul McCartney!]. “Hey Jude”, “Let It Be” e “Yesterday” foram as que tiveram mais impacto e a que me despertaram mais interesse por esta banda. São tão famosas que penso que todas as pessoas em geral, e as da minha geração em particular, já as ouviram pelo menos uma vez na vida. Tinha escutado estas baladas tantas vezes e nunca lhes tinha prestado a devida atenção. E acabei a minha pesquisar por aqui para não ficar sem Net antes de chegar a meio do mês.
Segunda-feira, 11 Out. 2010 – Foi neste dia que pedi à minha estimadíssima amiga e colega de brincadeiras parvas e sem sentido, a Margarida, para me arranjar 3 músicas: Hey Jude, Let It Be e Can’t Buy Me Love [estava a pensar na Yesterday, mas optei por esta por ser mais animada]. Resultado: Após uma semana de espera, a Guida entregou-mas. Durante sei-lá-quanto-tempo estive a ouvir sempre as mesmas músicas. Perdi o interesse pelas bandas da actualidade e dediquei-me inteiramente à música e cultura dos 60's. Ouvi alguns dos acordes mais famosos do mundo, vi documentários sobre as bandas mais influentes de todos os tempo, fotografias a preto e branco e montes de videoclips. Gostei de tudo, menos do facto de estarem sempre a fumar que, apesar de não concordar, compreendo. 60's = {Amor; Droga; Rock’n’Roll}, não é verdade?
No inicio era uma novidade para toda a gente. Todos já tinham ouvido falar dos Beatles, alguns nas televisões, outros por influência dos pais e ninguém negava que os Beatles tinham sido uma das maiores bandas do mundo [os mais cultos disseram até que são, sem dúvida, a mais popular]. Até agora tudo bem, pior foi quando eu comecei a cantar! No inicio alguns dos maus amigos mais próximos (Guida, Gil e Paulo) começaram a reconhecer a música e cantar comigo, mas depois de algum tempo já não me conseguiam ouvir, coitados [aquilo é que foi uma lavagem de cérebro!].
Férias de Natal. Após uma tentativa fracassada de aproveitar esta data para ter todos os discos dos Beatles, a minha querida mãezinha lembrou-se de me dar um periquito [ao qual dei o nome de “Beatle”, e que por acaso está neste momento a morrer devido aos 7 dias que passou sem comer e ao facto de eu o teu afogado com tanta água que lhe dei!] e uma folha com todas as capas dos álbuns dos Beatles colado à gaiola! Great… É que para além do mais, o raio do periquito era burro [sem ofensa aos burros] e tinha medo de mim!
Mas nem tudo correu mal, a Filipa começou a interessar-se também pelos Beatles. A partir desse dia foi muito mais divertido, porque assim já tinha alguém com quem falar e partilhar músicas. E, claro, a Alex ‘*’ e a Margarida ‘*’ estão a ficar cada vez mais fanáticas pelo Ringo *. O que se há-de fazer, a Beatlemania é uma doença contagiosa!
A passagem de ano, essa foi passada a ver excertos dos concertos do Bruce Springsteen, dos U2 e do Sir James Paul McCartney [adoro tratá-lo por ‘Sir’!]. A RTP subiu muito na minha consideração por me disponibilizar uma passagem de ano tão agradável!
PS. Adorei a t-shirt da Filipa. Só para esclarecer uma coisa, eu tenho muita pena do meu periquito mas eu não consigo estar à beira dele numa hora destas e então estou para aqui a escrever os acontecimentos mais importantes dos últimos 4 meses da minha vida. Caso alguém esteja interessado!
Actualidade. Apesar de ter passado uns tempos confusa com o facto do Paul McCartney que todos conhecemos hoje em dia ser ou não o tal “Billy Shears”, nunca deixei de me interessar completamente por ele [até usei o seu apelido para completar o meu nome artístico!]. Passei algum tempo encantada com a timidez e musicalidade do George Harrison e agora estou mais virada para o humor de génio e as harmoniosas e revolucionárias canções do John Lennon. Daqui a uns tempos vou roubar o Ringo Starr à Filipa e à Guida. E posso-vos confessar desde já que aquele nariz nunca me foi indiferente!
Resumindo: Amo a música dos 60's em geral e a dos Beatles em particular!
And here I am!...
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