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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
sábado, 23 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
PETA recria capa do Abbey Road
Uma das mais famosa fotografias da história foi recriada pela PETA em homenagem ao 70º aniversário de Paul McCartney, no dia 18 de Junho.
"Um cartão de aniversário muito adequado para o célebre militante pelos direitos dos vegetarianos e dos animais."
Sim, a ideia esta engraçada. Mas o Paul tinha mesmo de ser um porco?? Se fosse comigo gravava um video a comer presunto e punha no YouTube... Só para saberem quem é que manda aqui!
Irónico... Quem deseja feliz aniversário ao Paul é o peixe, que provavelmente não vais festejar mais nenhum aniversário porque não tem agua para respirar!
Acho que já percebi a lógica. Como, para celebrar ocasiões especiais as pessoas normais abrem uma garrafa de champagne, a PETA mata um peixe...!
Happy Birthday Paul!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Das melhores músicas dos 70's...
Composta por Paul e Linda McCartney para o 8º filme de James Bond, Live and let die, esta música teve sucesso imediato. Chegou ao 2º lugar nas paradas americanas e em 7º nas britânicas.
Em 1991, os Guns N' Roses fizeram um cover que também é famosíssimo...
... tudo isto para dizer que o Paul McCartney é o maior :)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O Top 10 dos Casais de Rock de todos os tempos
O site da Gibson fez a lista do Top 10 das maiores lendas de casais do Rock.
Aqui ficam apenas os 3 primeiros. Como os outros casais não interessam ao público, em geral, do meu blog e a mim, em particular, se quiserem ver a restante lista procurem que eu tenho 6 filmes do Harry Potter para ver. Obrigado!
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| 1º John Lennon & Yoko Ono |
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| 2º Kurt Cobain & Courtney Love |
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| 3º Paul McCartney & Linda McCartney |
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Foi há 54 anos!
The Quarry Men a atuar em Woolton, na igreja paroquial de St. Peter, (Liverpool), a 6 de Julho de 1957. Foi neste [maravilhoso] dia que John Lennon conheceu Paul McCartney!!
"Esse foi o dia, o dia em que conheci o Paul, que as coisas começaram a progredir." John Lennon
domingo, 3 de julho de 2011
"Best Live Act"
Paul McCartney ganhou mais um prémio de melhor actuação ao vivo.
Como estou com pressa, cliquem aqui para mais informações.
sábado, 18 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
The Beatles LOVE by Cirque du Soleil - 5th Anniversary
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| Backstage at The Beatles LOVE 5th anniversary, after the performance. |
Sir Paul McCartney, Yoko Ono & Sean Lennon, Olivia & Dhani Harrison, Sir George & Giles Martin, along with Cirque du Soleil President & CEO Daniel Lamarre, LOVE Director Dominic Champagne and Artistic Guide Gilles St-Croix, joined celebrity friends and family at The Mirage Hotel & Casino in Las Vegas for the 5th Anniversary celebration of The Beatles LOVE by Cirque du Soleil. Ringo is currently on tour in Europe and sent a video message that was played at the top of the show for more than 2,000 attendees.
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| Ringo 's presentation to the audience at The Beatles LOVE 5th anniversary© Rob Shanahan - 2011 |
Ringo Starr said, "George Harrison and Guy Laliberte had a chat at a party and it’s still rolling on. I feel like it’s one of those magic moments. George, who brought the idea to Apple, would have been pleased with the results and I truly think John would have, too. I mean, what’s not to like, it’s a really cool show."
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| Sir Paul McCartney and Nancy Shevell |
Sir Paul McCartney said, “As I said to George Martin at a rehearsal of the show in 2006, for me what is really strange about this is remembering writing these things, which is so little, little guitar, little piano, a little bit of paper and pencil on the back of an envelope, Sgt. Pepper or something. It is such a little process and now look what happened to it. It’s incredible.”
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| Yoko Ono and Sean Lennon, Dhani and Olivia Harrison at the LOVE 5th anniversary © Rob Shanahan - 2011 |
Olivia said "It would have made George so proud and happy to be here on the 5th anniversary of our wonderful show in Las Vegas. Dhani & I, on George’s behalf, would like to congratulate Guy,all of the friends that we have made in the course of this journey & of course the extraordinarily talented cast & incredibly hard working crew that have made this show possible. We look forward to being back here in 5 more years"
Yoko Ono Lennon said, “John would have been thrilled to see the success of LOVE after 5 years. In fact, he would have been proud of how his music has been presented so beautifully and successfully by the partnership of The Beatles and Cirque du Soleil. The Beatles’ family members are getting together for this occasion in Las Vegas to celebrate this momentous occasion, and I am happy to be here."
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| Sir George and Giles Martin at the LOVE 5th anniversary© Rob Shanahan - 2011 |
Sir George Martin said, “The Beatles music is really some of the best music we’ve had in the last century. Children continue to rediscover the music, generation after generation. It’s like saying why is Gershwin timeless? Their music is part of history, it will last forever.”
sexta-feira, 20 de maio de 2011
100 Celebridades Mais Poderosas do Mundo
A Forbs elegeu as "100 Celebridades Mais poderosas do Mundo". Aqui está a lista:
1º Lady Gaga [-.-]
2º Oprah Winfrey [indispensável]
3º Justin Bieber [o mundo vai mesmo acabar amanhã, não vai?]
...avancemos...
Lady Gaga... Justin Bieber... A sério?
1º Lady Gaga [-.-]
2º Oprah Winfrey [indispensável]
3º Justin Bieber [o mundo vai mesmo acabar amanhã, não vai?]
...avancemos...
20º Paul McCartney!
Lady Gaga... Justin Bieber... A sério?
domingo, 8 de maio de 2011
Viva ao 9 de Maio!
Dia 9 de Maio completo 14 anos e normalmente este dia nunca corre bem. Já vão perceber porquê.
Apesar de este ano a tradição de ficar doente não se cumprir, não consigo estar totalmente contente sabendo que o meu Beatle favorito vai dar um concerto e nem sequer se vai lembrar de mim [Ok, ele não me conhece mas não interessa!].
Só me resta desejar um bom concerto aos seres humanos que vão estar presentes neste dia histórico, e também que se esqueçam dos 2006 € que tiveram de gastar [só no bilhete] para ver o Paul McCartney!
P.S. Estou carente de animais. A noite passada sonhei que tinha com um urso polar de estimação. Esta noite vou dormir agarrada ao meu periquito…!
sábado, 7 de maio de 2011
Paul McCartney anuncia oficialmente o casamento com Nancy Shevell
Paul McCartney anunciou oficialmente o casamento com a sua namorada Nancy Shevell. Só espero que não seja preciso gastar mais 50 milhões de libras só para o divórcio que ainda não chegou ao fim…
Algumas informações necessárias: Nancy é uma executiva Nova Iorquina, divorciada, 51 anos de idade. Começou a namorar com Paul McCartney há cerca de 4 anos.
Opinião pessoal: Mulher educada, com boa aparência
Capaz de fazer Paul McCartney feliz? Não tanto como fez a Linda, mas muito mais do que fez a Heather Mills. O resto é esperar para ver!
Só me resta desejar muitas felicidades ao casal!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
100 Melhores Artistas de Todos os Tempos
A revista Rolling Stone elegeu os 100 melhores artistas de todos os tempos. E adivinhem quem ficou em 1º lugar? BEATLES, claro que sim!
Atrás dos Meus Meninos ficaram Bob Dylan, Elvis Presley, Rolling Stones e Chuck Berry, por esta ordem. John Lennon foi o único Beatle a fazer parte desta lista, ficando em 38º lugar.
O facto de Paul McCartney não entrar nesta mesma gerou muitas críticas pois o trabalho musical realizado a solo por este é equivalente ou superior ao de John Lennon [não falando, claro, na qualidade que essa é bem evidente!]. Como um homem que continua a vender discos, que foi homenageado por ambos os líderes do Reino Unido e dos Estados Unidos e tem escrito e escreveu canções que marcaram uma geração, ter ficado de fora é inexplicável.
Afinal nem tudo é mau! É bom saber mais de 40 anos após a sua dissolução, o trabalho dos Beatles continua a ser reconhecido por todos :)
sábado, 23 de abril de 2011
"Yesterday", a verdadeira História
A letra de "Yesterday", uma das mais emblemáticas canções de Paul McCartney e dos Beatles, foi escrita em Portugal, dentro de um carro, no trajecto de cinco horas entre Lisboa e Faro.
Com mais de 2.500 versões diferentes, um recorde do "Guinness", e mais de sete milhões de passagens na rádio norte-americana, (outro recorde sem precedentes) "Yesterday", que tem apenas dois minutos de duração, foi composto (melodia) a dormir.
No ano de 1963, no início da carreira dos Beatles, Paul McCartney acordou de manhã com a melodia na cabeça e sentou-se imediatamente ao piano a tocá-la, dando-lhe o título provisório, mas pouco romântico, de "Scrambled Eggs (Oh My Baby How I Love Your Legs)".
"A melodia saiu-me tão bem que julguei que estava a copiar alguém, a fazer algum plágio inadvertido. Andei meses a ver se alguém conhecia a canção", conta Paul McCartney.
Com muitas dúvidas e receios, Paul McCartney tocou a canção pela primeira vez a George Martin em Janeiro de 1964, no Hotel George V, em Paris. O produtor dos Beatles ficou entusiasmado e incentivou McCartney a gravá-la. O título da canção foi definitivamente fixado em Portugal, a 27 de Maio de 1965, quando Paul McCartney veio duas semanas de férias, com Jane Asher, para casa de Bruce Welch, dos Shadows, em Albufeira (Algarve).
Nesse dia, Paul McCartney voou de Londres para Lisboa (pois Faro ainda não tinha aeroporto) e no carro alugado com motorista, a caminho de Albufeira, escreveu a letra de "Yesterday" ao passar pelo rio Mira.
Ao chegar a Albufeira, a casa de Bruce Welch, guitarra-ritmo dos Shadows, onde permaneceria de férias, McCartney pediu de urgência uma guitarra.
Bruce emprestou-lhe uma Martin 0018, de 1959, e McCartney, com a guitarra virada ao contrário por ser canhoto, cantou pela primeira vez "Yesterday", com a letra escrita no carro.
A gravação de "Yesterday" decorreu apenas em dois dias, 14 e 17 de Junho de 1965, depois das 19h00, no famoso estúdio 2 de Abbey Road, em Londres.
Os restantes três Beatles, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, não participaram na gravação, o que também sucedia pela primeira vez. Isto provocou comentários na impressa, sugerindo uma separação do grupo.
Os arranjos clássicos da canção são da autoria de Paul McCartney e de George Martin, o qual diz, porém, que a "melhor parte" é da responsabilidade de McCartney. "Quem me dera a mim tê-los feito eu!", afirma. "Yesterday" nunca foi editado em single na Grã-Bretanha durante a carreira dos Beatles, porque o quarteto de Liverpool nunca acreditou que fosse uma canção "suficientemente forte" para o top.
Embora John Lennon tenha dito uma vez que nunca teria composto uma canção como "Yesterday", admitiu no entanto que se tratava de uma canção "bonita" e com uma letra "boa", mas "inconclusiva".
Em 2000, Paul McCartney solicitou à viúva de Lennon, Yoko Ono, que autorizasse uma alteração na ordem de precedência autoral nos créditos de "Yesterday" - McCartney/Lennon em vez de Lennon/McCartney -, mas a "viúva negra" recusou a ideia.
Quando começaram a compor no início da década de 60, John Lennon e Paul McCartney, em homenagem às famosas duplas de compositores norte-americanos, decidiram assinar Lennon/McCartney, independentemente de quem fazia o quê, embora os três primeiros singles ("Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me To You") sejam ainda McCartney/Lennon, só se optando depois pela ordem alfabética.
"Yesterday" é dedicada à Mãe, falecida, vítima de cancro, quando Paul McCartney tinha apenas 14 anos.
domingo, 6 de março de 2011
Paul McCartney - "Up and Coming Tour" (São Paulo, Brasil)
Por trás dos cabelos longos e bigode, ele está a olhar para baixo, a observar algo fixamente. É surpreendido pela chegada do companheiro, que possui cabelos ainda mais longos que quase escondem os óculos de aro fino. O recém-chegado senta-se ao lado do amigo, olhando para baixo e apertando os olhos devido à miopia. Após alguns segundos, pergunta:
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está a tocar há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho eu.
– Está cheio?
– Muito.
– Ele já entrou no palco?
– Já. Está a tocar há alguns minutos – responde o amigo.
– Onde é?
– No Brasil. Em São Paulo, acho eu.
– Está cheio?
– Muito.
O de óculos permanece em silêncio alguns segundos, a tentar captar o som que vem de baixo, de longe.
– O que é que ele está a tocar agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está a falar com a plateia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Connosco também era assim. Lembraste no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olha! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, a acompanhar o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Ainda te lembras da letra!
– Como é que me poderia esquecer? Aposto que também te lembras.
– Eu lembro-me de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele ainda está afinado, não está?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou bem.
Ficam em silêncio mais um pouco, a olhar para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A plateia está a fazer muito barulho.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabias? Eu apenas o ajudei em alguns trechos.
– Está no Rubber Soul, não é?
– Acho que sim. Sim.
– A plateia está a cantar a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles ainda nem eram nascidos quando lançamos isso.
– Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como é que ele sabia tocar tantos instrumentos. Isto não é normal.
– O que é que ele está a tocar agora? Jet?
– Acho que sim, não dá para ouvir direito por causa da gritaria. Mas acho que sim.
– Eu gosto desta música.
– Ele está a falar com a plateia, mas não consigo entender nada.
– Acho que é português. Não dá para ouvir direito, o público não deixa.
– Connosco também era assim. Lembraste no Japão? Ninguém ouvia nada.
– Olha! All My Loving!
Ambos começam a bater as mãos no joelho, de forma quase inconsciente, a acompanhar o ritmo da música. “I’ll pretend that I’m kissing…”, o de bigode canta baixinho.
– George! Ainda te lembras da letra!
– Como é que me poderia esquecer? Aposto que também te lembras.
– Eu lembro-me de todas. Todas as músicas. Todos os versos.
– Ele ainda está afinado, não está?
– Ele sempre cantou muito bem. Desde menino, ele sempre cantou bem.
Ficam em silêncio mais um pouco, a olhar para baixo atentamente.
– Qual é agora? Drive my Car? A plateia está a fazer muito barulho.
– Drive my Car. Essa é quase toda dele, sabias? Eu apenas o ajudei em alguns trechos.
– Está no Rubber Soul, não é?
– Acho que sim. Sim.
– A plateia está a cantar a música inteira.
– Como eles sabem a letra? Eles ainda nem eram nascidos quando lançamos isso.
– Não sei… Mas eles estão cantando a música inteira, John. Dá para ver daqui.
Permanecem em silêncio por mais algum tempo. O de óculos, mesmo sem perceber, balança a cabeça para os lados discretamente, ao som da música.
– Ele foi para o piano.
– Eu nunca entendi como é que ele sabia tocar tantos instrumentos. Isto não é normal.
– Qual é a que ele está a tocar agora? The Long and Winding Road?
– Sim. Olha! As pessoas estão a chorar!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto desta música – diz ele, mais para si mesmo do que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos nessa época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer connosco?
– É verdade.
– Ele está a tocar as nossas, olha. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam com ele, depois de tantos anos… A letra não está a aparecer no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais para tentar ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse o meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
– Sim. Olha! As pessoas estão a chorar!
Afastando os cabelos do rosto, o míope aperta ainda mais os olhos, vasculhando a multidão.
– Não gosto desta música – diz ele, mais para si mesmo do que para o amigo.
– É linda. Ninguém conseguia fazer baladas como ele.
– Mas não gosto. Nós mal nos falávamos nessa época.
– Acontece. Acontece com todo mundo, por que não iria acontecer connosco?
– É verdade.
– Ele está a tocar as nossas, olha. Antes foi And I Love Her. Agora é Blackbird.
– Eu não acredito que as pessoas ainda cantam com ele, depois de tantos anos… A letra não está a aparecer no telão? – pergunta o de óculos, abaixando-se ainda mais para tentar ver o palco.
– Não, elas sabem mesmo. Dá para perceber daqui.
– Ele disse o meu nome?
– Sim. Você sabe qual ele vai tocar. Ele escreveu para você.
– Estás bem, John?
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez nos tivéssemos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todos os concertos. E ele sabe que estás a vê-lo. Ele não canta para a plateia, ele canta para ti. É a forma que ele encontra de matar um pouco a saudade.
– Será?
– Sim. Eu senti muito a tua falta antes de nos reencontramos. Olha as pessoas lá em baixo, estão a soluçar. Todos sentem tua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade dos Beatles. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– Nós ainda éramos uns meninos… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olha, esta é tua!
– Eu e ele perdemos muito tempo. Hoje eu sei disso.
– Eu sei.
– Sabe, George… Se nós soubéssemos que eu teria tão pouco tempo, talvez nos tivéssemos comportado de outra maneira.
– Talvez não. Vocês sempre foram melhores amigos. Ele sabia disso. Ele faz questão de cantar essa, todos os concertos. E ele sabe que estás a vê-lo. Ele não canta para a plateia, ele canta para ti. É a forma que ele encontra de matar um pouco a saudade.
– Será?
– Sim. Eu senti muito a tua falta antes de nos reencontramos. Olha as pessoas lá em baixo, estão a soluçar. Todos sentem tua falta.
– Eu sinto muito a falta dele. Eu sinto muita saudade dos Beatles. Especialmente do começo. Lembra da Alemanha?
– Nós ainda éramos uns meninos… Tudo era o máximo, tudo era novidade. Nós éramos novidade.
– Nós ainda somos novidade. Olha, esta é tua!
– Eu lembro-me de quando a escrevi. Era difícil escrever algo com vocês lá.
– Esta música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– Nós gostávamos muito de ti. Eras o mais novo, víamos-te como uma espécie de irmão mais novo.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto desta!
– Esta é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, sempre foste o mais roqueiro, esta música é a tua cara.
– Ele fez muita coisa boa, não é?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
– Esta música é linda.
– Olhe! No telão! Ele colocou uma foto minha!
– Nós gostávamos muito de ti. Eras o mais novo, víamos-te como uma espécie de irmão mais novo.
– Eu sei – concorda o de bigode, rindo alto.
Esperam em silêncio a plateia aplaudir. Ao final da música, ambos estão visivelmente emocionados, cada qual com suas lembranças. Os acordes de uma nova canção parecem despertá-los.
– Eu gosto desta!
– Esta é dele, não é nossa.
– Band on the Run? Mas poderia ser nossa.
– Se dependesse de mim, seria.
– Ah, sim. De todos nós, sempre foste o mais roqueiro, esta música é a tua cara.
– Ele fez muita coisa boa, não é?
– Sim.
Enquanto o de óculos bate os dedos no joelho, o de bigode, sentado de pernas cruzadas transforma sua própria coxa no braço de uma guitarra imaginária. Ambos parecem distantes, talvez pensando não no que foi, mas no que poderia ter sido.
Enquanto o de bigode tamborila os dedos no ritmo, o seu amigo tira os óculos rapidamente. Está a chorar.
– Choras sempre nesta música.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo a cantar a minha parte, e eu aqui.
– Ele não está a cantar sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como fica bonito, a ver daqui de cima.
– Espera… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é teu!
– Sim.
– O estádio inteiro está a cantar! Olha os balões de gás! As pessoas estão a chorar, a abraçar-se.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Os seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Esta não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isto, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
– Choras sempre nesta música.
– Foi uma das últimas que escrevemos juntos. Mesmo separados. Metade é minha, metade é dele. É estranho, hoje, vê-lo a cantar a minha parte, e eu aqui.
– Ele não está a cantar sozinho.
– Como não?
– Olhe o estádio. É uma voz só, uma voz de sessenta mil pessoas.
– O que são aquelas coisas brancas? Balões de gás?
– Sim.
– Como fica bonito, a ver daqui de cima.
– Espera… Give peace a chance? Isso não era da música, certo?
– Não.
– Isso é teu!
– Sim.
– O estádio inteiro está a cantar! Olha os balões de gás! As pessoas estão a chorar, a abraçar-se.
O de óculos resmunga um palavrão, sorrindo. Os seus óculos estão embaçados, molhados de saudade.
– Let it be. Esta não poderia faltar.
– Eu não me conformo com isto, com as pessoas ainda saberem as letras inteiras.
– Eu gosto desta também.
– Uau! Viste aquilo, John? São fogos?
– Ficou espectacular, não é?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que é que as pessoas estão a cantar agora? Hey Jude?
– Sim… Estão abraçadas, a cantar com ele.
– É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos concertos dele, e vejo as pessoas a cantar com ele, chorando… Mexe muito comigo
– Nós éramos bons, John. Tu sabes disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…
– Ainda o quê?
– Sabes, eu estava errado.
– Ah?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que estavas errado. Sempre falaste demais. Lembras-te aquela confusão de sermos maiores do que Jesus?
– Sim… Mas o sonho… O sonho nunca acabou. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
– Uau! Viste aquilo, John? São fogos?
– Ficou espectacular, não é?
– Nós não tínhamos isso no nosso tempo.
– Nós não precisávamos.
– Mas ele também não precisa. Mesmo assim, ficou lindo.
– O que é que as pessoas estão a cantar agora? Hey Jude?
– Sim… Estão abraçadas, a cantar com ele.
– É engraçado, George… Eu sei que nós éramos bons… Mas acho que nunca entendi a importância que temos na vida das pessoas, até pouco tempo atrás. Quando eu assisto aos concertos dele, e vejo as pessoas a cantar com ele, chorando… Mexe muito comigo
– Nós éramos bons, John. Tu sabes disso.
– Aparentemente, ainda somos. As pessoas ainda…
– Ainda o quê?
– Sabes, eu estava errado.
– Ah?
– Quando eu disse que o sonho acabou. Eu estava errado.
– Nós três sempre soubemos disso, que estavas errado. Sempre falaste demais. Lembras-te aquela confusão de sermos maiores do que Jesus?
– Sim… Mas o sonho… O sonho nunca acabou. Eu errei.
– John?
– Sim?
– O sonho nunca vai acabar. Não enquanto as pessoas se lembrarem. E elas vão se lembrar para sempre.
A sorrir, John Lennon levanta-se e oferece a mão a George Harrison.
– Estás com a tua guitarra?
– Eu estou sempre com minha guitarra, tu sabes.
– Vamos tocar um bocado?
– Qual?
– Uma qualquer. Fiquei com saudades.
– Estás com a tua guitarra?
– Eu estou sempre com minha guitarra, tu sabes.
– Vamos tocar um bocado?
– Qual?
– Uma qualquer. Fiquei com saudades.
Milhões de quilómetros abaixo, Paul McCartney, emocionado, agradece à plateia.
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| George Harrison & John Lennon |
Um Pequeno Aparte...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Paul McCartney vence Grammy!
Sir Paul McCartney ganhou o Grammy Award 2011 de Melhor Performance Vocal de Rock Solo na noite de Domingo.
McCartney foi indicado com "Helter Skelter", uma faixa de seu álbum "Good Evening New York City" tirado dos seus concertos no Citi Field. Também nomeados para esta categoria foram Eric Clapton, John Mayer, Robert Plant e Neil Young. A sua última vitória no Grammy foi em 1979, com os Wings com o tema "Rockestra Theme" na categoria de Melhor Gravação de Rock Instrumental.
McCartney foi indicado duas vezes com o seu CD "Amoeba's Secret" em 2008, mas não ganhou o prémio. A primeira indicação na categoria de Melhor Performance Vocal de Rock Solo foi pela música "I Saw Her Standing There" que [infelizmente] perdeu para John Mayer com a música "Gravity". McCartney também foi indicado para Melhor Performance Vocal Pop Masculino por "That Was Me", mas perdeu para outra faixa de John Mayer, "Say". [Grrrh!]
Isto faz-me acreditar que afinal o Mundo não está totalmente perdido!...
Parabéns Paulie, és o meu orgulho!
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